segunda-feira, 29 de maio de 2017

Céu para todos os animais.



Criança ainda, não entendia porque os bichinhos de estimação morriam. E na minha primeira perda sentimental – o falecimento do gato Miele – e todo sofrimento da separação repentina – ele morreu envenenado – mainha falou do “céu dos gatos”. Entre as lágrimas e o luto que se estabelecia ali, com a morte de Miele, nascia uma “tradição”, a partir daquele momento estava instituído o céu para todos os animais. 

Ainda hoje, décadas depois, esse céu nunca fez tanto sentido. Mieles, Milenos, Marinas, Ritinhos, Ninos, Dagos, Marias e etc estão todos à brincarem nos seus “ceús” sobre o olhar atento e risonho de Francisco de Assis.

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