Criança ainda, não entendia
porque os bichinhos de estimação morriam. E na minha primeira perda sentimental
– o falecimento do gato Miele – e todo sofrimento da separação repentina – ele morreu
envenenado – mainha falou do “céu dos gatos”. Entre as lágrimas e o luto que se
estabelecia ali, com a morte de Miele, nascia uma “tradição”, a partir daquele
momento estava instituído o céu para todos os animais.
Ainda hoje, décadas depois, esse
céu nunca fez tanto sentido. Mieles, Milenos, Marinas, Ritinhos, Ninos, Dagos,
Marias e etc estão todos à brincarem nos seus “ceús” sobre o olhar atento e
risonho de Francisco de Assis.
